Muitas pessoas ficam boiando sobre o tema que além de divertir ainda é sustentável

Documentário alerta para a extinção de um dos biomas mais importantes do Brasil
https://uploads.metropoles.com/wp-content/uploads/2018/08/08084206/Cartaz-comlouro.jpg

Tema provoca discussões entre apoiadores dos direitos dos animais, participantes e o Congresso 



A prática evita a produção de chorume nos lixões e a possível contaminação do solo




A maior floresta tropical do mundo foi o principal assunto no segundo semestre de 2019 após indícios de seu desmatamento serem registrados em São Paulo, região economicamente mais rica do país


areas sem nenhuma vegetação coberta com cinzas pretas. No centro do lato direito vemos uma unica arvore.
Desmatamento na Amazônica supera o registrado pelo Inpe, segundo pesquisa estadunidense (Foto: Alberto César Araújo - Amazônia Real/ Flickr)

Conheça mais sobre a função desses espaços de reciclagem em Bauru

O Supremo Tribunal Federal decidiu que o abate de animais em cultos afro brasileiros é constitucional

C:\Users\MEU-PC\Downloads\3438955147_237238cbfc_o.jpg

A decisão do STF é válida para todo o Brasil (Foto: Priscila Amoni/ Flickr)

Contexto histórico sobre a prática


O sacrifício de animais em cultos religiosos foi definido como uma prática constitucional em março de 2019, após debate sobre o assunto entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto de 2018. Na época, o Ministério Público do Rio Grande do Sul havia enviado um recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça gaúcho que tornava a prática legal.
Essa decisão unânime do STF deve ter repercussão geral e servir como base para juízes e tribunais de todo o país que por ventura possam julgar casos semelhantes. Tal decisão é válida somente para religiões de matriz africana. 



Os ministros do plenário do STF fixaram a tese de que é “constitucional a lei de proteção que, a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religião de matriz africana”. Entretanto, para a prática ser considerada constitucional, os animais devem ser sacrificados sem excessos e crueldade, além disso, a carne também deve ser consumida. Há uma lei que prevê pena de prisão de três meses a um ano para o caso de maus-tratos a animais em qualquer circunstância e ela deve ser utilizada em casos de abate em rituais que não obedeçam às condições.


A decisão do STF divide opiniões, como a de ativistas e a de religiosos. De qualquer maneira, para cada um formar sua própria opinião sobre o assunto, algumas dúvidas precisam ser respondidas. Qual a utilidade dos sacrifícios? O que é aceitável e o que não é nos ritos de abate? Por que foi necessário garantir o direito a essa prática?

O sacrifício nas religiões de matriz africana


culto religioso de matriz africana
Filho de santo de Ogum reverenciando os sacrifícios realizados para seu orixá  (Reprodução: dissertação de Mestrado de Rodrigo Pereira, ano 2013, pág. 59)
Para Pai Itamar, sacerdote de Umbanda há mais de 40 anos e do Candomblé há 15 anos, o sacrifício animal para as religiões de matriz africana é importante dentro da liturgia como um todo. “Normalmente são animais que nós consumimos no dia a dia, porém, são utilizados nos rituais como elemento litúrgico”, afirma o religioso.
Segundo Rodrigo Pereira, pesquisador de religiões e religiosidades e do Laboratório de História das Experiências Religiosas da UFRJ, “o sacrifício está correlacionado, dentro dos cultos afro-brasileiros, a uma reposição de energia. O sangue é aspergido na parte física onde moram os deuses, nos assentamentos, e a carne desses animais vai servir tanto para pessoas se alimentarem como para os deuses e as outras entidades se alimentarem”, explica o pesquisador. 

A utilização dessa prática também varia muito dentro dos cultos afro-brasileiros. “O Candomblé, em todas as suas variantes, utiliza os animais como parte constituinte. A Umbanda, que eu prefiro dizer, as Umbandas, têm uma variância enorme, existe a que não faz uso de sacrifício e, por outro lado, umbandas que fazem uso de sacrifício”, destaca o pesquisador Rodrigo. 

Críticas ao sacrifício


Muitos ativistas e protetores de animais têm se posicionado contra a decisão do STF. Segundo Paulo Maia, presidente da ONG SOS Aves e Cia, o que acontece deve ser considerado um crime. “Temos a Lei Federal 9.605/98 que fala dos crimes de maus tratos aos animais e levar o animal protegido por lei brasileira à morte seja por dor, seja por pesquisa, até cientifica, é crime tipificado no Código Penal Brasileiro”, comenta o ativista. “Uma religião não pode sobrepor a constituição de um país, o que está acontecendo ali é um crime ambiental”, finaliza.

Animais são encontrados em situação de tortura em ruas do Brasil
Animais são encontrados em situação de tortura em ruas do Brasil  (Reprodução: Facebook da ONG SOS Aves e Cia)
A advogada e professora de Direito Constitucional, Adriana Cecilio, afirma não haver nenhum dispositivo que fale especificamente sobre sacrifício de animais em rituais: “o que a Constituição prevê é a liberdade religiosa, estatuída no artigo 5º, inciso VI e sobre o direito dos animais o artigo 225, §1º, inciso VII”, esclarece a advogada.


Apesar da deliberação e das regras sobre os animais impedir a tortura e enfatizar o uso dos animais como comida, Paulo Maia afirma não ver isso acontecendo na prática, pois, segundo ele, não existe mínimo ou máximo da dor, de qualquer maneira o animal vai sofrer naquele momento. A ONG SOS Aves e Cia, que Paulo preside, criou o projeto Bicho Sagrado para proteger os animais que estão em sacrifício. “São galinhas, brancas e pretas; bode; cabras; coelhos, enfim, animais que foram colocados em ritos e nós conseguimos tirá-los de encruzilhada, de porta de cemitério, tratá-los e salvá-los”, afirma o ativista. 

Sacrifício nos cultos afro e práticas de magia maléfica

Segundo Pai Itamar, associar uma cultura religiosa a práticas de magia maléfica, convencionalmente chamada magia “negra”, em nada condiz com a verdade. “O animal não pode ser maltratado, já que na nossa cultura religiosa entendemos que os deuses, os orixás, não aceitam como oferenda um animal nessas condições, desnutrido, de perna, asa ou bico quebrado”, diz o religioso. “Na hora do ato, propriamente dito, existe todo um cuidado para que esse animal não pereça. Os pontos de corte são áreas que proporcionam um desfalecimento rápido e sem sofrimento”, complementa. 

 “Na hora do ato, propriamente dito, existe todo um cuidado para que esse animal não pereça. Os pontos de corte são áreas que proporcionam um desfalecimento rápido e sem sofrimento”

Adriana Cecilio, afirma que a decisão analisou os sacrifícios e chegou a conclusão de que os ritos não são realizados de forma cruel. “As informações trazidas pelos amigos da corte esclareceram que os animais são envolvidos em uma espécie de ‘transe’ antes de serem sacrificados. Essas práticas que vemos publicizadas envolvendo principalmente gatos, imagens terríveis de animais com olhos arrancados e outras situações em que claramente o animal foi torturado, não fazem parte dos ritos das religiões de matriz africana”, ela destaca. 


Uma questão, também, de preconceito

culto religioso de matriz africana
O veredito teria, também,viés de ação afirmativa diante de uma população que sofre racismo estrutural  (Foto: Marcelo de Troi/ Flickr)


De acordo com o pesquisador Rodrigo Pereira, o tema foi levado às últimas instâncias do Brasil porque não havia uma compreensão de que a questão do sacrifício é um elemento constitutivo das próprias religiões de matriz africana. “Era o direito religioso de uma parcela da população que sempre foi muito mal vista e uma religião vista sobretudo como não evoluída”, ele esclarece. Haveria também uma oposição entre as religiões afro-brasileiras e as de cunho católico e monoteísta. 
“Mesmo as religiões monoteístas elas fizeram ou ainda fazem uso de determinado sacrifício de animais para suas ritualísticas. Então por que algumas podem e são consideradas evoluídas e outras não?”, questiona o pesquisador. 


“Eu não quero que nenhum animal morra. De nenhuma forma. Sofro muito por pensar que eles ainda são vistos como ‘objetos’ disponíveis ao ser humano, ao invés de seres sencientes, dignos de respeito e merecedores de tutela à sua vida”


A advogada Adriana é vegetariana estrita, protetora de animais independente e comenta: “não quero que nenhum animal morra. De nenhuma forma. Sofro muito por pensar que eles ainda são vistos como ‘objetos’ disponíveis ao ser humano, ao invés de seres sencientes, dignos de respeito e merecedores de tutela à sua vida”, destaca a constitucionalista. Apesar disso, ela acredita que os ministros entenderam todo o contexto envolvido na questão. “Existia, sim, um claro viés racista envolvido nessa trama persecutória. Diante desse contexto, o STF entendeu por bem proteger a liberdade de culto dos praticantes das religiões de matriz africana. No dizer da Ministra Carmem Lúcia, a decisão tem um viés de ‘ação afirmativa’ em prol do respeito à essas religiões”, finaliza Adriana. 


Edição: Bruna Tastelli

Saiba como é possível se divertir e ainda ajudar o meio ambiente

Campanha de camisinhas Sustain | Reprodução: VICE
Na geração dos nossos avós, falar sobre sexo era um tabu e não havia discussão em relação ao tema. Porém, no decorrer das décadas, ocorreram mudanças sociológicas e culturais que desmistificaram o que é a prática sexual, como também as formas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis.

Nos últimos anos, uma crescente preocupação com a preservação ambiental envolveu parte da consciência mundial. Assim, uma parcela da indústria dos sex shops têm se adaptado na produção de acessórios e preservativos “eco friendly”, os amigos ecologicamente corretos.

Camisinhas veganas e orgânicas


A camisinha ecológica é uma das alternativas sustentáveis desse novo mercado. Em 2014, Jeffrey Hollender e sua filha Meika desenvolveram uma camisinha vegana feita com látex orgânico, chamada Sustain. Jeffrey é colaborador do Greenpeace e co-fundador da Seventh Generation, empresa que distribui produtos ecológicos em supermercados nos Estados Unidos. E Meika, apaixonada pela saúde sexual e reprodutiva das mulheres, criou a primeira marca de produtos naturais relacionados à vagina.

Um dos motivos que levaram os dois a criar a camisinha eco friendly foram as substâncias cancerígenas presentes nas camisinhas tradicionais. Em 2014, um estudo feito pelo Reproductive Health Technologies Project, Projeto de Tecnologias de Saúde Reprodutiva, e pelo Center for Environmental Health, Centro pela Saúde Ambiental, mostrou que 16 de 23 camisinhas analisadas continham nitrosaminas, que são compostos cancerígenos produzidos a partir de nitritos e aminas.

Outra preocupação das camisinhas Sustain é a cadeia de distribuição dos produtos. A produção das camisinhas de látex é feita em larga escala, e na indústria tradicional, poucas empresas se preocupam com os impactos que isso causa. Ao invés de utilizar o composto orgânico final da produção para a adubação e recomposição dos solos, no meio tradicional, a madeira das seringueiras é vendida ou até mesmo queimada, o que emite gás carbônico e colabora com o aquecimento global.

Campanha de camisinhas Sustain | Reprodução: VICE
Em 2008, o governo brasileiro instalou a primeira fábrica do mundo que produz látex de seringueira nativa, chamada Natex, localizada em Xapuri, no Acre. Além de não utilizar matéria prima importada, a fábrica gera emprego para mais de quinhentas famílias da Reserva Extrativista Chico Mendes.

Durante 10 anos, a Natex correspondia a 20% da produção de preservativos distribuídos gratuitamente no Brasil. O Ministério da Saúde comprometeu-se a comprar cerca de 100 milhões de camisinhas produzidas pela fábrica, o que ocorreu no período de 2015 a 2016. Porém, em 2017, houve uma redução para 41 milhões de unidades, devido ao aumento no custo dos preservativos. Já em 2018, a fábrica estatal encerrou suas atividades e não há previsão de retorno para os próximos anos.

Vibradores, Chicotes e Lubrificantes ecológicos


A preocupação sustentável e o interesse pela educação sexual fizeram com que Sara Rodenhizer fundasse o primeiro sex shop ecológico do mundo. Localizado em Berlim, na Alemanha, o Other Nature fornece os mais variados produtos desse nicho com uma coisa em comum: a sustentabilidade.

Em entrevista à Agência Efe, Anne Bonnie Schindler, sócia e gerente da loja explica como surgiu essa ideia: “A princípio, o objetivo da loja era facilitar a prática do sexo exclusivamente através de produtos ecológicos, e depois decidimos fazer um ‘sex shop’ puramente vegano”.

Todos os produtos encontrados no sex shop sustentável não contém material de origem animal e não faz testes em animais. Além disso, o cuidado com a saúde dos consumidores é um valor importante na Other Nature, que não fabrica lubrificantes que contenham glicerina, alérgenos e parabenos, compostos potencialmente tóxicos e alérgicos para o organismo humano.

Os vibradores fornecidos pela loja são feitos de silicone biodegradável, ao invés de plástico, PVC e borracha. Já os lubrificantes atóxicos são à base d’água, livres de fragrâncias sintéticas, conservantes e produzidos a partir de extratos botânicos orgânicos e veganos.

Para os praticantes de BDSM, os chicotes e algemas são feitos no conceito upcycling, que visa reaproveitar a matéria inicial para recompor um novo produto, nesse caso, feitos com pneus de bicicleta. Assim, o consumidor não precisa se preocupar com o uso de couro, que colabora para a crueldade e exploração animal.

Outra marca que investiu no sustentável foi a Swan Vibes, com vibradores em formato de folhas e plantas. O diferencial da linha chamada Leaf é que esses vibradores são feitos 100% de silicone sem emendas e possuem bateria recarregável de lítio, o que evita o descarte acentuado de pilhas comuns. Além disso, esses produtos são totalmente impermeáveis, ou seja, têm uma maior durabilidade.

O desenvolvimento de produtos eróticos na linha eco friendly é uma nova tendência nos sex shops do exterior. Afinal, unir a ideia do ecologicamente correto junto ao sexo é o mesmo que sentir prazer de consciência limpa.


Edição: Bruna Tastelli

Sem um plano de governo claro e priorização da agricultura, meio ambiente sofre desmonte

Jair Messias Bolsonaro, 38º presidente do Brasil
Jair Messias Bolsonaro, 38º presidente do Brasil (Foto Amazônia: iStock/ThinkStock. Foto Bolsonaro: AFP/Arquivos)
Desde sua campanha, o atual presidente Jair Bolsonaro não possui propostas concretas para o meio ambiente e vem priorizando a agricultura. Com alguns meses de governo, isso provou ser uma realidade de sua gestão. Antes mesmo de ser eleito, uma de suas medidas era submeter o Ministério do Meio Ambiente ao da Agricultura. Por pressão de ambientalistas e, até mesmo de agricultores, Bolsonaro recuou. Marca de seu mandato, recuos são recorrentes em diversos âmbitos.
Discursos ao longo dos seus 27 anos de mandato como deputado federal raramente abrangiam a área ambiental. Constantemente priorizava o setor da agricultura e ações negativas para o meio ambiente. Como presidente, toma uma postura de revisionismo e negação, seguindo o perfil de Donald Trump, atual governante dos Estados Unidos.
Seu escolhido para o Ministério do Meio Ambiente foi o advogado Ricardo de Aquino Salles. Ex-secretário do meio ambiente de São Paulo no governo de Geraldo Alckmin. Acusado pelo Ministério Público de fraudar o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando era secretário estadual, foi condenado no final de 2018 pela Justiça de SP por improbidade administrativa.
Esvaziamento do Ministério do Meio Ambiente

Ricardo Salles, ministro do meio ambiente no governo de Jair Bolsonaro (Foto: Nacho Doce/REUTERS)
Uma das primeiras ações tomadas por Jair Bolsonaro ao ser eleito foi alterar a configuração ministerial por meio de medidas provisórias. As mudanças realizadas enfraqueceram fortemente o Ministério do Meio Ambiente, assim como o setor ambiental por inteiro. Além disso, 22,8% dos recursos do Ministério foi congelado. Eram previstos 821 milhões reais para a pasta. Foram disponibilizados pouco mais de 634 milhões.
Serviço Florestal Brasileiro e Cadastro Ambiental Rural
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico obrigatório para imóveis rurais com o objetivo de formar uma “base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais”.
A gestão do CAR é feita pelo Sistema Florestal Brasileiro, órgão responsável pelas reservas naturais brasileiras, que são essenciais para frear ações de desmatamento e crimes ambientais, ambos foram transferidos para o Ministério da Agricultura. Ação contraditória que pode beneficiar agricultores e facilitar infrações ambientais.
Agência Nacional de Águas (ANA)
Transferida para o Ministério do Desenvolvimento Regional, a ANA assegura a lei da Política Nacional de Recursos Hídricos, que tem como principal objetivo a regulamentação do uso das águas da União, garantido a qualidade e evitando a poluição e desperdício. 
Demarcação de terras indígenas e quilombolas
Anteriormente responsabilidade da Funai e do Incra - os dois órgãos nunca fizeram parte do Ministério do Meio Ambiente, mas são de grande importância para o setor -, as demarcações foram incorporadas ao Ministério da Agricultura. Em vista das diversas ocorrências por conta de terras demarcadas - na maioria dos casos, crimes contra indígenas cometidos por agricultores - e interesses dos agricultores, é uma mudança incoerente. 
Dados atestam a falta de coerência: segundo o relatório do PPCDAM - Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, do período entre 2012 e 2015, o desmatamento em terras indígenas “em relação ao total desmatado na Amazônia, em geral, não ultrapassa 3%”.
Metas de 100 dias de governo
O Ministério do Meio Ambiente possuía duas metas para alcançar nos primeiros 100 dias de governo:

Trecho das metas nacionais prioritárias para os 100 primeiros dias de governo (Fonte: Casa Civil)
O começo do ano de 2019 foi marcado por diversas tragédias e crimes ambientais. As diversas chuvas que assolaram as mais variadas regiões do Brasil causaram enormes estragos. Enquanto isso, nada se discute sobre a situação do clima e não há a definição de uma política nacional de mudanças climáticas. Atualmente, a agenda climática é inexistente. A secretaria dedicada ao clima foi extinta - Secretaria de Mudanças do Clima e Florestas - e passou a se chamar Secretaria de Florestas e Desenvolvimento Sustentável. Dos 10 cargos da secretaria, apenas 3 estão ocupados.
Outro marco do ano até o momento é o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Maior crime ambiental dos últimos tempos no Brasil teve poucas consequências para os responsáveis. A perda para o meio ambiente foi gigantesca com a contaminação da bacia do Rio Paraopeba e matou uma quantidade enorme de pessoas. 
A pressão do governo federal em relação a esse acontecimento foi mínima. Ocorreu apenas um sobrevoo de helicóptero pela área afetada e mensagens de solidariedade. Nenhuma medida concreta realizada. Sequer houve o endurecimento da fiscalização e controle de barragens.


Edição: Bruna Tastelli
Está no ar mais um: Ambientalidades!
Um ponto de encontro dos estudos com a informação e meio ambiente.




Essenciais na produção de frutos, legumes e desenvolvimento da maior parte das plantações, as abelhas que todos conhecemos, estão morrendo. Albert Einstein já havia alertado: sem elas a humanidade sobreviveria por apenas mais quatro anos e um efeito em cadeia geraria a extinção das plantas, dos alimentos, dos animais e de toda a vida no planeta Terra.



Deixe seu comentário aqui e participe com a gente!


Participaram desta edição:
Reportagem: Giovana Matos Moraes, Giovanna Romagnoli e Rebeca Almeida
Produção: Mariana David, Milena Almeida, Letícia Alves e Rafael Rodrigues
Edição: Milena Almeida e Letícia Alves
Trabalhos técnicos: Jair de Oliveira