Acidente deixou sequelas no ecossistema local e mudou a saúde e a economia dos habitantes da região

O material  é 100% reciclável e somente 7% da população brasileira sabe disso

reciclavel

Roupas sustentáveis e brechós são alternativas ao consumidor preocupado com o meio ambiente

Consumo consciente é uma das formas mais fáceis de evitar gastos desnecessários.  Foto:Shutterstoker  

Projeto lança linha de copos reutilizáveis com objetivo de reduzir danos dos descartáveis 

Ao utilizar o copinho do Menos 1 Lixo cinco vezes por dia, uma pessoa economiza, por ano, 1825 copos descartáveis

Com mais de 221 mil seguidores no Instagram e muito engajamento dentro e fora das redes, o movimento Menos 1 Lixo traz à tona muitas pautas sustentáveis, focando não só na educação ambiental, mas dando meios para que as pessoas mudem sua maneira de viver. 

O projeto surgiu do desafio pessoal da idealizadora Fe Cortez que decidiu não consumir copos descartáveis por um ano, economizando sozinha 1618 copos que teriam uma vida útil curta. 

Marina Marcucci, coordenadora de conteúdo do Menos 1 Lixo, conta que começou a desafiar seus amigos a não consumirem copos descartáveis e, com isso, passou a documentar o processo, exercendo cada vez mais a sua força como ativista na construção do movimento Menos 1 Lixo. Segundo Marina, desde que os desafios iniciaram, o projeto tem desenvolvido bastante a temática ambiental e atingindo mais pessoas. 
Nós acreditamos que todo mundo pode, deve e quer mudar o mundo. Nosso objetivo é servir de ponte e apoio para que isso aconteça

Menos 1 Lixo VS Copos plásticos

Segundo a ONU Meio Ambiente, mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos por ano. Frente a isso, o pessoal do Menos 1 Lixo desenvolveu uma linha de copos portáteis e reutilizáveis. “O copo foi lançado em 2016, com fabricação 100% brasileira e com toda a preocupação ambiental que ele precisa”, diz Marina. Além disso, a venda dos copos é destinada para manutenção do movimento, da equipe, da estrutura e das propostas do projeto.

Menos 1 Lixo e o Mares Limpos

Mares Limpos é uma iniciativa global da ONU Meio Ambiente que tem por objetivo reduzir os impactos dos plásticos descartados nos oceanos cobrando compromissos de governos, do setor privado e da sociedade. 

Para que esses compromissos sejam implementados até 2022, data estabelecida pela ONU, é necessário que ações como políticas para a proteção dos ecossistemas marítimos, redução da produção de embalagens plásticas e o modo como se descarta o lixo sejam repensadas e reforçadas. 

Devido a história da Fe Cortez como ativista ambiental e defensora dos oceanos, a idealizadora do projeto Menos 1 Lixo foi convidada a ser defensora de Mares Limpos. Lançando em 2018 a websérie Mares Limpos, Cortez procura conscientizar as pessoas sobre os verdadeiros impactos do plástico nos oceanos, além de falar sobre a agenda global relacionado ao assunto.
Fe Cortez, criadora do projeto Menos 1 Lixo, também foi apresentadora do programa Discovery Home  & Health, Menos é Demais, e hoje é colunista mensal da Glamour. Foto/Reprodução: menos1lixo.com.br
Segundo dados cedidos pela coordenadora de conteúdo do Menos 1 Lixo, parte da alimentação dos peixes é de plástico descartado no oceano e 90% das aves marinhas já comeu plástico uma vez na vida. Além disso, uma a cada três tartarugas também já ingeriu plásticos. 

Como se já não fosse assustador o suficiente, Marina Marcucci completa "A cadeia é cíclica e já estamos, também, nos alimentando do plástico que produzimos”. Em vista dos fatos, faço aqui um desafio em nome do Impacto Ambiental para os leitores: que tal dar um primeiro passo e tentar ficar um fim de semana inteiro sem usar descartáveis de qualquer espécie? 


Para ajudar no desafio, compre o copo do projeto aqui

Editora: Beatriz Bethlem

67ª reunião da Comissão Internacional Baleeira foi marcada pela sugestão do Japão de realizar ‘caça sustentável’

Evento, que reuniu 89 países, contou com adeptos e contrários da caça. Foto: AFP
Cansado de dar aula sobre a Amazônia sem nunca ter conhecido aquela região, o professor de geografia Marcio Francisco Martins decidiu em 2012 que viajaria pelo Brasil para saber mais sobre o que falava em sala de aula.

Quatro anos depois, em janeiro de 2016, ele desembarcou do avião com sua bicicleta em Altamira - PA e iniciou sua ciclojornada de 11 meses, atravessando 13 estados e conhecendo quatro domínios morfoclimáticos: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Marcio conheceu quatro domínios morfoclimáticos, ou seja, unidades paisagísticas que representam a combinação de um conjunto de elementos na natureza, como relevo, clima e vegetação. Foto/Reprodução: http://pedalagua.com/ciclo-jornada/
Após presenciar uma série de episódios relacionados a crise hídrica enfrentada pelo país, a viagem que teria o propósito de lazer acabou despertando em Márcio a questão norteadora do projeto: 
qual é valor da água? 

Amazônia

“Quando eu passei pela Amazônia, o pessoal falava de uma seca na região devastada de Belo Monte. Eu peguei só dois dias de chuva em quinze que eu fiquei lá, isso em janeiro, que é temporada do verão e para gente é passado que na Amazônia chove todo dia, então eu fiquei assustado”.
"A amazônia era um lugar que eu tinha saudade mesmo sem nunca ter ido. Mas eu só pude conhecer a área mais desmatada, próximo ao Belo Monte". Foto: Marcio Francisco Martins

Caatinga

“Quando eu cheguei na Paraíba, comecei a consumir água de cisterna e tinha dificuldade para encontrar. Nunca faltou água pra mim, mas eu tomava água salobra [mistura de água doce e salgada]. Um dia eu conversei com o Sr. Inácio, do Sítio do Jacú na Paraíba, e ele falou que a vida lá sem cisterna era difícil. Então eu perguntei quanto ele pagava pela água e ele respondeu: ‘não quero nem falar o valor da água que depois vocês vão querer cobrar mais’. Na hora que ele falou o valor da água, aquilo me impactou”.

No final de 2015, cerca de 1.000 cidades da região Nordeste declararam estado de emergência devido ao período de seca. Foto: Marcio 
Cerrado

“Uma coisa que sempre era dito na faculdade, mas que eu não fazia muito sentido pra mim na época, era o impacto sócio-cultural e econômico sobre as pessoas da região do Rio Doce que não podem mais ter o modo de vida que elas tinham. O povo de lá é muito pobre hoje e eles não podem nem se alimentar do rio. Mesmo assim tem alguns que continuam se alimentando dele e isso me impactou bastante: ver as pessoas não podendo fazer aquilo que elas fizeram a vida toda. Se você der dinheiro para elas, elas podem até gastar, mas não vão voltar a ser felizes. Parece hipocrisia, mas as pessoas de lá não vão saber gastar esse dinheiro e nem têm onde gastar.Isso foi o que mais me impactou”.

A lama pobre com rejetos da barragem rompida transformou a terra dos locais atingidos em inférteis. Foto: Marcio Francisco Martins 
Mata Atlântica

“No final de 2015 o contexto era o volume morto do Cantareira consumido pela população de São Paulo, então tudo aqui falava sobre água” e a crise hídrica pela qual a região Sudeste estava passando. Marcio mora em Jaú, interior de São Paulo, portanto a região da Mata Atlântica faz parte do cotidiano do professor.
Entre os anos de 2014 e 2015, o período da estiagem que se instaurou na região Sudeste e o aumento do consumo de água na região paulista fez com que o Sistema Cantareira operasse em seu volume morto, com ameaça de esgotamento.
Foto: Marcio Francisco Martins
Da conversa com o Sr. Inácio na Paraíba, nasceu o propósito do projeto Pedalagua: perguntar ao maior número possível de pessoas qual é o valor da água para elas e, com isso, tentar impactá-las de forma a se conscientizarem sobre a necessidade de um consumo responsável. 

Marcio reuniu, ao longo da viagem, material áudio visual sobre o tema e atualmente trabalha na produção de quatro documentários, com duração de cinco minutos cada, para serem distribuídos gratuitamente pelas escolas da rede pública e particular de todo Brasil, a partir de 2019. Além disso, o professor reúne as experiências que teve ao longo da viagem em um livro que está sendo produzido por ele e colaboradores. 

E pra você, leitor, qual é o valor da água? Para responder essa pergunta ao Marcio e saber mais sobre o projeto é só acessar http://pedalagua.com/.



Editora:Beatriz Bethlem

Rodadas de discussões sobre as mudanças climáticas fazem alerta para a antecipação de efeitos do aquecimento global

Debate aconteceu no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro. Foto/Reprodução: Revista Amazônia 


A candidata pelo PSTU prioriza a reforma agrária em seu plano de governo


Vera Lúcia

Ex prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) faz campanha com o slogan Lula é Haddad


Com o slogan "Brasil justo, ético, próspero e sustentável" a candidata à presidência pelo Rede Sustentabilidade é conhecida por suas propostas ambientais

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Uma das propostas de Marina é investir em energia renovável para gerar empregos. Foto/Reprodução:Sérgio Lima/Poder360