Jogue o lixo no lixo... mas que lixo?

A falta de lixeiras em Bauru e o descarte de lixo no chão prejudicam o meio ambiente



Lixeira no cruzamento da Av. Nações Unidas com a Av. Duque de Caxias
(Foto: Rebecca Crepaldi/Impacto Ambiental)

Garrafas, sacolas, latinhas, bitucas, papéis... Esses e muitos outros objetos são o que compõem o cenário de ruas e avenidas. Em Bauru, isso não é diferente. A falta de lixeiras - as quais deveriam ser disponibilizadas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (EMDURB) - agrava esse problema.

Na Nações Unidas, uma importante avenida da cidade, é um desafio encontrar um local em que se possa depositar lixo. Guardar a sujeira até achar um lugar adequado para seu descarte vira uma missão de paciência. Por mais que se ande, não existe nenhuma lixeira à vista. 

Uma alternativa que a população encontra é colocar seus resíduos em lixeiras de calçadas (as que servem para depositar o lixo residencial que será recolhido por caminhões coletores). Porém, isso é só um modo de desencargo de consciência, uma vez que a maioria dessas lixeiras possui grades pelas quais a sujeira cai no chão.

Além disso, os garis não recolhem o material se ele não estiver devidamente depositado em sacolinhas plásticas. Isso piora a situação, causando mau cheiro e fazendo com que a chuva carregue os resíduos e entupa bueiros.

A falta de lixeiras não é motivo para jogar lixo no chão!


Ainda que exista recipientes para descarte de lixo por perto, muitas pessoas insistem em jogar sua sujeira em qualquer lugar. Falta educação por parte da população e a necessidade de conscientização ambiental. 

Segundo a EMDURB, as lixeiras não são colocadas em mais lugares da cidade pois há grande depredação por parte dos moradores e não existem outras para repor (Foto: Marcos Cardinalli/Impacto Ambiental)

Segundo Jandira Talamoni, professora de Educação Ambiental, “o acúmulo de lixo se dá por falta de educação das pessoas. Em vez de procurar uma lixeira ou de guardar o lixo para descartar quando chegar em casa, preferem jogá-lo no chão. É falta de educação e de respeito para com o outro. Ninguém é obrigado a gostar de viver no meio do lixo só porque uns não se importam com isso! Uma vergonha!”.

A professora, que também é integrante do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, acredita que o desrespeito com o meio ambiente acontece de modo geral, e não está relacionado ao poder aquisitivo dos moradores de determinada região.


EcoLixeiras


EcoLixeira (Foto: Divulgação/EMDURB)

Por outro lado, mesmo que haja boa vontade de alguns, sem a ajuda das empresas e da prefeitura fica difícil manter a cidade limpa. Rosana Fregolente, do setor de comunicação da EMDURB, explicou como funcionam as lixeiras disponibilizadas pela empresa. Elas são nomeadas como EcoLixeiras, e ganham esse nome pois são feitas com latas de tinta compradas para a pintura do sistema viário. Foi um modo que encontraram de dar um destino útil a esse objeto. O único custo gerado é para tirar o resíduo de tinta do interior da lata, pintá-las de azul e colocar o selo da EMDURB. 

Devido a isso, priorizam lugares de grande concentração de cidadãos, que eles chamam de polo gerador de pessoas, como o parque Vitória Régia, escolas, praças e a Avenida Getúlio Vargas.

As EcoLixeiras são disponibilizadas apenas em locais de grande concentração populacional
(Foto: Marcos Cardinalli/Impacto Ambiental)

Rosana também explica que a Avenida Nações Unidas não é tão solicitada por ser um local mais de passagem de carros do que de pedestres. Ela se propôs a enviar um e-mail para a Diretoria de Limpeza Pública, solicitando disponibilizar as EcoLixeiras pela avenida, principalmente próximas a pontos de ônibus, que costumam ficar cheios durante os horários de pico e também nos períodos de aula.

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