Como funciona uma cooperativa de reciclagem?

Entenda a atuação e importância ambiental e social dessas organizações


Lixo reciclável separado
(Foto: Hanna Queiroz/Impacto Ambiental)

De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a população do país gera cerca de 78,6 milhões de toneladas de lixo por ano. Imagine se toda essa quantidade de lixo permanecesse na natureza? Não haveria espaço para tanta sujeira! É por isso que a reciclagem é um processo tão importante. Ela transforma materiais que já foram usados e descartados em matérias primas, o que reduz a necessidade de se retirar mais recursos naturais do ambiente, além de diminuir a quantidade de lixo nas ruas, lixões e aterros. 

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Agentes da reciclagem

Entretanto, o lixo produzido e descartado diariamente não chega sozinho aos locais de reciclagem. Existem pessoas muito importantes - mas também muito esquecidas e ignoradas - que fazem parte desse processo: os catadores de lixo.

Estes agentes da coleta de resíduos geralmente são participantes de alguma cooperativa de reciclagem, que tratam os materiais recicláveis adequadamente e os vendem para grandes empresas, onde é finalizado o processo de reaproveitamento. 

A rotina de uma cooperativa é trabalhosa. Na Cooper Vinte, cooperativa de Votuporanga – SP, o primeiro passo é levar o lixo para a triagem. Os materiais recolhidos nas ruas pelos catadores e também os que chegam por meio de contribuições, são separados nas suas diversas categorias: plástico, vidro, papel colorido, papel branco, papelão, jornais etc.

A separação de materiais é rígida e perigosa, pois muitas embalagens podem cortar as mãos dos trabalhadores, como as latinhas de metal e vidros. Após a triagem feita, os sacos com cada modalidade de material vão para a fase de prensagem, em que uma máquina prensa o lixo para compactá-lo e facilitar o transporte para venda.

Prensas de reciclagem
Prensas de reciclagem (Foto: Hanna Queiroz/Impacto Ambiental)

Muito trabalho e pouco retorno financeiro

De acordo com Marli Poletto, que trabalha na pesagem e no deslocamento dos sacos de lixo, o dinheiro que todos os 53 cooperadores recebem por mês vem do lucro de vendas das prensas. Esse lucro é dividido igualmente a todos e varia a cada mês. Logo, o trabalho nas cooperativas é grande e o retorno é pequeno.

A maioria desses trabalhadores não usa proteção necessária, principalmente os que retiram lixo das ruas, o que aumenta os riscos de lesões e infecções. O motivo é a falta de informação ou até mesmo falta de recursos financeiros para aprimorarem a segurança. 

Além disso, há o desprestígio social da profissão, que não é reconhecida e nem valorizada pela sociedade. Marli também conta que se a cooperativa recebesse mais resíduos recicláveis da população, a renda do fim do mês melhoraria.

A cooperativa possui um caminhão que busca lixo em qualquer local da cidade. Com uma simples separação diária do material reciclável nas residências e uma ligação para a cooperativa, muitas famílias podem ajudar tanto o meio ambiente quanto a vida desses trabalhadores. 

Procure se informar das cooperativas atuantes em sua cidade e colabore separando o material reciclável em sua casa.

As cooperativas que funcionam em Bauru/SP são:
  • Coopeco
Telefone: (14) 3231-1230
baurucoopeco@gmail.com

  • Cootramat
Telefone: (14) 3203-6365

Você sabia que remédios, óleo, pilhas e baterias, lâmpadas e outros tipos de resíduos não devem ser descartados no lixo convencional? Saiba mais: Onde levar o lixo que não é o comum? 


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