Nas mídias sociais, população e artistas se unem em defesa da Amazônia

Conheça os artistas que se mobilizam pela Amazônia e saiba como participar 


(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Após a divulgação do decreto que estabelece o fim da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), uma área com quase quatro milhões de hectares entre o Pará e o Amapá, milhares de brasileiros se organizaram para mostrar indignação.

O decreto assinado pelo presidente Michel Temer permite desenvolver atividades privadas de mineração na região, colocando em risco a vegetação nativa e as comunidades indígenas. Após a movimentação popular, o Ministério de Minas e Energia suspendeu o decreto por 120 dias para que houvessem discussões sobre o tema.

O apoio de muitos artistas, que se mobilizaram pela causa através de protestos e postagens nas redes sociais, fez com que a ideia de espalhasse e mais pessoas aderissem à causa. Conheça abaixo alguns artistas que entraram na luta pela defesa da Amazônia.

Valesca Popozuda 

Valesca Popozuda, que apoia movimentos contra o machismo e luta pelo direito das mulheres, se mostrou empenhada em prol do meio ambiente ao postar no Twitter a seguinte frase "A natureza é sagrada. A Amazônia é nossa e político nenhum tem direito de tocar no maior bem do Brasil. #Foratemer". Além disso, a cantora foi para a Amazônia e postou uma foto nua no Instagram como forma de protesto.

Instagram: valescapopozuda


Globais e cantores na causa 

Na terça-feira (12/09) um grupo de famosos, ambientalistas e representantes indígenas realizaram um ato de defesa da Amazônia em frente ao Congresso Nacional, que foi planejado para realizar a entrega de mais de 1,5 milhão de assinaturas de brasileiros, recolhidas pela internet, contra o decreto. O grupo também leu e entregou uma carta aos presidentes da Câmara, na qual manifestam posicionamento contrário a medidas que destruam a natureza.

No ato estavam presentes os atores Alessandra Negrini, Luiz Fernando Guimarães, Christiane Torloni, Susana Vieira e Arlete Sales, os cantores Maria Gadú, Tico Santa Cruz e Rappin Hood e a produtora cultural Paula Lavigne.

(Foto: G1 - Globo)


Alicia Keys

A cantora Alicia Keys também é adepta do movimento contra o decreto do governo brasileiro e durante sua apresentação no Palco Mundo do Rock In Rio convidou Sonia Guajajara uma representante indígena, para discursar em defesa da demarcação de terras na Amazônia: “Existe uma guerra contra a Amazônia. O governo quer colocar à venda uma área grande de reserva mineral. [...] O mundo inteiro precisa vir para a linha de frente. Vamos pressionar. Demarcação já."

(Foto: Multishow/Reprodução)
O Rock In Rio tem um projeto socioambiental chamado Amazonia Live no qual são feitos leilões de objetos autografados pelos artistas, como por exemplo, guitarras do Frejat, Justin Timberlake e Fergie. Os valores arrecadados serão revertidos para a maior restauração florestal da Amazônia. Na página do projeto tem entrevistas com alguns artistas que contam sobre a importância de apoiar o movimento.

Ísis Valverde posa ao lado da placa do Amazonia Live (Foto: Amazonia Live)


O QUE VOCÊ PODE FAZER? 

E nós, o que podemos fazer para apoiar a causa? Bom, a maneira mais convencional é através das mídias sociais, compartilhando sobre o assunto, colocando o tema SOS Amazônia na foto de perfil do facebook, entre outros.

A mestre em Comunicação Alana Volpato explica que ao colocar um tema na foto do Facebook é uma forma de demonstrar apoio a causa, indignação com as ações do governo e tornar sua opinião pública. “Se entendermos que protestar é expressar sua opinião contrária a um determinado acontecimento, usar essa imagem no Facebook é protestar.”

De acordo com Alana, esse método faz com que aumente as chances de que mais pessoas tenham conhecimento sobre o que está acontecendo, possibilitando conhecer diversas opiniões e gerando oportunidades de discussão sobre o tema.

Quando não existe possibilidade de participação por outras formas, acho que a demonstração de apoio é importante. A grande dificuldade é fazer com que a mobilização não se limite apenas às mídias digitais.

Por outro lado, a mestre em Comunicação alerta que muitas pessoas têm investido sua energia política apenas em curtidas e compartilhamentos ao invés de buscar associação a movimentos sociais, ONGs e envolvidos com a causa, para então cobrar de forma efetiva as autoridades políticas ao ocupar os espaços públicos por meio de manifestações.

Edição: Maria Gabriela Zanotti


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