Conheça as propostas ambientais de Fernando Haddad

Ex prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) faz campanha com o slogan Lula é Haddad




“Lula é Haddad”, diz a campanha eleitoral do partido. foto: Ricardo Stuckert


O Partido dos Trabalhadores (PT), foi fundado em 1980 e surgiu como forma de oposição à ditadura militar no Brasil, sendo hoje um dos maiores movimentos partidários de esquerda da América Latina. No começo de abril deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma das figuras mais expressivas do partido foi condenado a 9 anos e meio de prisão, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no Caso do Triplex, no Guarujá. Por conta disso, teve seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Após esse período, o PT pode anunciar Fernando Haddad, candidato a vice, como o nome oficial para concorrer ao cargo de presidente. Apesar disso, o partido toma medidas para manter o nome do ex-presidente Lula nas eleições, principalmente depois da vice-presidente do Comitê de Direitos Humanos da ONU manifestar oposição a condenação.

O plano de governo


O partido divulgou no dia 3 de setembro o seu plano de governo que irá vigorar até 2022, caso a chapa ganhe as eleições. O plano dedica a diretriz número 5 para a transição ecológica, que leva em conta os elementos compartilhados em uma sociedade, como natureza, ar, água, cultura e os espaços públicos, dentro de uma economia sustentável e de baixo carbono. O objetivo da proposta é abrir espaço para tecnologias verdes (tecnologias de informação e comunicação, biotecnologia, nano-tecnologia, agricultura de baixo carbono, tecnologias da economia circular) por meio do financiamento
 público de baixo custo.


A soberania das empresas públicas-estatais, diversificação da matriz de transporte e a valorização da agricultura familiar são alguns pontos de destaque do plano. Além disso, a proposta assegura o incentivo a coleta seletiva e a reciclagem, por meio da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Em relação ao agronegócio, o governo sugere uma regulamentação, para diminuir os danos socioambientais e impedir o avanço do desmatamento. Ademais, destaca a Reforma Agrária como centro da agenda pública nacional


Edição: Ingrid Watanabe