Guia de Profissões: Ecólogo

Quer conhecer melhor a relação entre os seres vivos e o ambiente? Esse é o curso certo!


A plantação de árvores é essencial para a vida/ Foto: Pixabay

Você sabe o que estuda um ecólogo? O curso de ecologia se baseia no estudo das relações dos seres vivos com o ambiente em que vivem. É uma área de extrema importância, pois analisa os impactos do homem no ambiente e busca encontrar formas para que os danos ambientais sejam reduzidos ao máximo.

Todos os indivíduos influenciam no ambiente em que vivem, mas nos últimos anos o ser humano promoveu comportamentos danosos à natureza, o que dificulta a sobrevivência de diversas espécies. Devido a isso, o comportamento sustentável parece ser uma solução, daí a importância do ecólogo.

Emmanuelli Reimberg é estudante de Ecologia da Unesp Rio Claro, afirma “O curso abriu minha mente para muitas questões ambientais e me fez perceber que nós, humanos, estamos acabando com o planeta e não temos ideia do pouco tempo que falta para isso acontecer.”

O Curso

No Brasil, o primeiro curso de Ecologia surgiu em 1976, na Unesp de Rio Claro. A graduação tem duração mínima de 4 anos e oferece disciplinas teóricas e práticas, o que amplia a visão da profissão.

É um curso interdisciplinar, ou seja, além da área de biológicas, a graduação exigirá conhecimentos sobre a área de exatas, ciências da terra e humanas, além da área da pesquisa científica, que permite que o aluno escolha uma área de especialização de seu interesse. Com a formação adequada, o profissional estará apto a pesquisar e ensinar novos conhecimentos, colaborando com a resolução dos problemas ambientais.

Eduardo Akira Hirata, estudante de ecologia, nos conta um pouco mais:
 O curso corresponde às expectativas de quem busca uma compreensão mais profunda sobre o meio ambiente, visando interações entre os animais e a paisagem, desvendando serviços ecossistêmicos que são necessários para a sociedade como um todo, seja produtivo, social, cultural e até fundamental para a existência de algumas áreas. As aulas práticas são as mais essenciais para o curso de ecologia.

Como o Brasil possui uma enorme diversidade, profissão de ecólogo acaba ganhado importância. Logo, é muito importante a preservação da fauna e flora brasileira e encontrar formas de restaurar locais já degradados e recuperar a segurança de animais em risco de extinção.

Plogging: é uma prática que une corrida e coleta de lixo/ Foto:Pixabay

Áreas de atuação

O Prof. Dr. Tadeu Siqueira, atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biodiversidade da Unesp Rio Claro, conta quais são as duas grandes áreas para o profissional:

O mercado para o ecólogo é dividido em duas grandes áreas. A área acadêmica e uma área mais técnica de prestação de serviços. Há também espaço para atuação em ONGs e em projetos e atividades de Educação Ambiental não-formal. 

Na área acadêmica, os ecólogos desempenham diversos tipos de atividades relacionadas à ciência em universidades e centros de pesquisa. Nesta área, geralmente, é preciso se especializar um pouco mais, através de mestrado e doutorado, e ter vontade de investigar e descobrir como a natureza funciona. A área técnica e de prestação de serviços está mais relacionada com atuação em empresas de consultorias e órgãos executivos do governo (ex. Ibama, ICMBio). Mestrado e doutorado não é requisito nesta área.

As prestações de serviço podem ser em:


Avaliação de riscos e impactos ambientais: consiste na ocupação do ser humano em um local. Por exemplo, um restaurante na praia, quais as implicações, onde o lixo será descartado, como a construção influenciará no ecossistema local. Deve ser analisado para que libere a licença ambiental;

Consultoria: Gerir projetos e prestar assistência a empresas públicas, privadas e ONG’s;

Ensino e pesquisa: Desenvolver pesquisas sobre o meio ambiente ofertar palestras, workshops, promovendo a conscientização ambiental;

Geoprocessamento: Fazer uso de softwares e equipamentos tecnológicos para captar informações sobre áreas de preservação, espécies em risco de extinção, entre outros

Recuperação e manejo de ecossistemas: Pôr em prática e fiscalizar projetos que atuem no restauro ambiental e também determinar regras de ocupação natural;
 
Turismo ecológico: Compor projetos, orientar guias turísticos sobre a questão ambiental e pesquisar locais com o objetivo de mostrar a importância da preservação para o público.

Órgãos públicos como Ibama, Agência Nacional de Águas, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Instituto Florestal, Embrapa, Ministério do Meio Ambiente, secretarias municipais e estaduais de meio ambiente são um dos locais em que é possível trabalhar! 
Onde estudar
  • Universidade Estadual Paulista(UNESP) – Rio Claro;
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN) – Natal;
  • Universidade Federal Rural do Semi Árido(UFERSA) - Mossoró;
  • Universidade Federal de Goiás(UFG) – Goiânia;
  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – Rio Tinto.

Para Eduardo Akira Hirata, “é um curso para a vida, se você não se importa com dinheiro e sim com bem-estar social e natureza, é o curso certo. Entenderá o que é uma agrofloresta e qual sua importância, sem contar que talvez você quebre alguns tabus que criamos ou que existem na nossa sociedade.”

Eduardo afirma ainda que“além de avaliar o impacto, visamos soluções também, uma das ferramentas para avaliar o quanto agredimos nosso planeta pode ser encontrado aqui: http://www.pegadaecologica.org.br/2015/index.php, uma ferramenta simples, desenvolvida por ecólogos, que nos faz ter noção do quão mal estamos o utilizando.”

Edição: Rebeca Almeida

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