Se as escolas não vão até lá, o Zoo vai até elas

 Com curso de férias à distância e visitas virtuais ministradas para instituições escolares, Zoológico de Bauru adapta seu atendimento ao público

A imagem mostra a fachada do Zoológico Municipal de Bauru. No canto esquerdo, tem um ipê amarelo desfocado. Na fachada está desenhado na madeira a imagem de três lobos-guará.

Diversas espécies, inclusive de animais ameaçados de extinção, já se reproduziram no Zoológico de Bauru, contribuindo para a preservação genética. Entre esses animais está o lobo-guará, símbolo oficial do parque. Foto: Vanessa Pinto Moraes



Por Ana Beatriz Rocha de Nóbrega e Vanessa Pinto Moraes

No dia 24 de Agosto, o Zoológico Municipal de Bauru completou 40 anos de existência. E, diferente dos demais aniversários, passou este último fechado. Não podendo receber visitantes de maneira presencial devido à pandemia do novo coronavírus, o parque tem investido em cursos e visitas feitas pela internet. Agora, com a reabertura seguindo as regras do município, o zoo permanecerá oferecendo essas visitas para as escolas.

Buscar alternativas para lidar com essa pandemia que afeta o mundo há mais de sete meses se tornou um desafio para toda empresa e instituição que trabalha diretamente com pessoas. Com a nova realidade, o Zoo de Bauru também precisou se adaptar: teve desde o tradicional curso de férias no mês de julho até visitas guiadas para escolas de todo o estado, tudo pelo meio virtual. 

De acordo com a professora de Língua Inglesa do colégio SESI de Presidente Prudente, Stefanie Gomes dos Santos, os alunos amaram a experiência. “Se envolveram na contextualização e adoraram conhecer um pouco mais sobre o zoo e os animais. Com toda certeza, foi uma aula significativa e prazerosa”, expôs a professora.

Durante o passeio, a bióloga do zoológico, Samantha Bittencourt, grava um vídeo passando por todos os recintos de animais, convidando os alunos a explorarem o ambiente de forma lúdica, como se estivessem em uma visita presencial. “Coloquem seus bonés, peguem a garrafinha de água e passem o filtro solar, porque o passeio vai começar!”. É uma das falas da bióloga, segundo o Diretor Pedagógico do Colégio São José de Bauru, Valter Xavier, que também fará uma das visitas guiadas oferecidas pelo Zoo.


A imagem mostra os dizeres: Atenção o zoológico está fechado por tempo indeterminado.
Ao todo, o Zoo ficou 171 dias fechado por causa da pandemia. Foto: Vanessa Pinto Moraes


Além das visitas destinadas à escolas, o trabalho informativo do zoológico também ocorre nas redes sociais da instituição, que passaram a ser atualizadas em maior frequência, com vídeos educativos. Os vídeos podem ser encontrados no Instagram e no Facebook do zoo e são gravados pelos funcionários do local, que explicam sobre os animais e seus habitats naturais.

Por outro lado, assim como nenhum visitante era permitido no local, o parque também adotou algumas medidas de proteção, como o afastamento de funcionários no grupo de risco. 
“Os funcionários estão trabalhando 6 horas, fazem uso de máscara e álcool em gel, antes de iniciarem o trabalho têm as temperaturas aferidas e respondem a um questionário autodeclaratório, sobre se teve contato nos últimos 14 dias com alguma pessoa confirmada com Covid-19 e se apresenta algum sintoma da doença”, explica Samantha.
Já que as visitas cessaram por alguns meses, é comum que uma dúvida surja: “mas de onde veio o dinheiro que fez o zoológico se manter?”. Como se trata de uma Instituição Municipal, é responsabilidade da Prefeitura. O valor pago nos ingressos quando as visitas presenciais são realizadas é direcionado à manutenção do espaço e fica guardado no fundo do zoológico.

Sem a presença das pessoas, fica a curiosidade sobre como os animais reagiram. A bióloga Samantha relata que eles não apresentaram nenhuma mudança em seus comportamentos e que não há como saber se a falta dos visitantes realmente afetou de forma positiva ou negativa esses animais.

Atualmente, Bauru está na fase amarela do Plano São Paulo para retomada da economia das cidades do estado, em que é permitido o funcionamento de comércio, bares, salões de beleza, academias, restaurantes e parques. Sendo assim, em reunião que ocorreu na semana do dia 29 de agosto entre as direções do Horto Florestal, do Zoológico, do Jardim Botânico, e dos bosques e os comitês de Crise e Saúde, foi decidido que esses locais poderiam ser reabertos para o público a partir do dia 08 de setembro. 


A imagem mostra uma mão de uma pessoa branca segurando o cartão de entrada do parque. No cartão está desenhado um tigre e escrito Zoo Bauru.
Para evitar aglomerações, serão permitidas apenas visitas individuais. Foto: Social Bauru 


O zoo já reabriu neste mesmo dia, porém com algumas restrições para os frequentadores do parque. Entre elas, estão o uso obrigatório de máscara, distanciamento social de 1,5 metro, temperatura aferida no começo do passeio, álcool em gel oferecido no local e preferência por uso de garrafas de água individuais. E apenas 40% da capacidade de visitantes é permitida.

Quando perguntado se as visitas escolares virtuais pararam, o parque afirmou que excursões e entrada de grupos escolares presenciais continuam proibidas, portanto os trabalhos no meio digital continuam.

Edição: Maria Eduarda Vieira

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