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OGM: Eles estão por toda parte

OGM’s estão em nossa vida, mas não percebemos os efeitos 

Organismos Geneticamente Modificados: potinhos com arroz, soja, cenoura e ervilha e arroz integral.
Os OGM's estão em quase todos os alimentos (Foto: Tangyi178/Flickr)


Por Autoria Desconhecida


Organismos Geneticamente Modificados?


Um OGM (Organismo Geneticamente Modificado) pode ser desde uma semente até um

animal que sofreu alguma mudança artificial em seu material genético (DNA). Quando além

disso há introdução de um material genético de uma espécie diferente, o organismo passa a

ser OGM e transgênico.


De acordo com estudos realizados em 2015 pelo Serviço Internacional para Aquisição de

Aplicações em Agrobiotecnologia, o Brasil ocupou o segundo lugar no ranking dos países

que mais cultivam transgênicos no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Plantação de trigo
(Foto: Hans)



O que dizem?


Um dos principais argumentos das empresas que desenvolvem alimentos transgênicos é a

possibilidade de se reduzir a quantidade de agrotóxicos no meio ambiente. É o caso dos grãos Bt, com um gene da bactéria Bacillus thuringiensis. Por produzir uma toxina fatal ao inseto

que come as folhas, o agricultor usa menos defensivos.


Já as plantas Roundup Ready – soja, milho, algodão e canola – resistem ao herbicida glifosato

por conterem gene de uma bactéria Agrobacterium, que vive no solo. Dessa forma, o

produtor reduz as aplicações do químico durante o ciclo da cultura.


Milho amarelo transgênico
(Foto: DorisDorfmeister)

Porém, segundo dados do IBGE, quando a Lei da Biossegurança foi aprovada em 2005, o consumo de agrotóxicos no Brasil estava na casa dos 700 milhões de litro por ano, já em 2011, o consumo foi estimado em pelo menos 850 milhões de litros/ano.


Assim, uma das maiores promessas dos transgênicos de reduzir o uso de agrotóxicos não foi cumprida. O Brasil consome hoje pelo menos 14 agrotóxicos que são proibidos em outros países do mundo.


Pimentão vermelho e amarelo
(Foto: Anelka)

No Brasil, a utilização de sementes transgênicas chegará a 93,4% nas plantações de soja, algodão e milho – segundo a Consultoria Céleres, empresa especialista em análises do agronegócio.


Os grandes produtores defendem que os transgênicos permitiram uma intensificação da

produção podendo ser uma alternativa para “acabar com a fome no mundo” e podem resolver

problemas nutricionais – como o “arroz dourado” que produz vitamina A, cuja deficiência

causa cegueira e deixa o corpo vulnerável a infecções, em 2012.


Um punhado de arroz em uma colher
(Foto: Moritz320)

Entretanto, uma pesquisa científica francesa relacionou o aparecimento de tumores cancerígenos em ratos com o consumo de milho geneticamente modificado, causando um alvoroço na Europa e reacendendo o debate acerca dos alimentos transgênicos. A empresa norte-americana Monsanto, maior produtora de transgênicos do mundo se opôs à pesquisa.


O mercado de transgênicos é controlado por seis grandes empresas: Syngenta (Suíça), Monsanto (EUA), Du Pont (EUA), BASF (Alemanha), Bayer (Alemanha) e DOW (EUA), juntas possuem o equivalente a 59,8% do mercado mundial de sementes comerciais, 76,1% do mercado de agroquímicos e 76% de todo o investimento privado no setor, de acordo com o Grupo ETC.


Plantação de trigo
(Foto: Robin)

Muitos ambientalistas criticam fortemente os organismos geneticamente modificados, como a Greenpeace. Eles relatam que os mesmos podem trazer consequências ainda desconhecidas à saúde humana, tais como possíveis alergias e resistência a antibióticos. No caso do meio ambiente, as consequências podem ser ainda mais sérias, gerando perda de biodiversidade, empobrecimento dos solos e estimulando o aparecimento de superpragas.

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Edição: Mariane Borges


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